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Algo que me chama muito a atenção, é que hoje, a lei procura se adequar à realidade do atendimento que está à disposição do judiciário, famílias acolhedoras. Já há muito tempo que trabalhávamos a idéia de não chamar mais o "Projeto Filhos do Coração" de "abrigo". A lei foi mudando e agora chama o nosso trabalho de "Acolhimento Institucional". Na realidade, Nadir e eu, somos pais emprestados dessas crianças. Porque então não chamar a nossa casa onde funciona o "Projeto Filhos do Coração", de "LAR ACOLHEDOR PROJETO FILHOS DO CORAÇÃO?" Nadir é uma mãe acolhedora e eu também me sinto um pai acolhedor. Tem muito sentido para nós o fato de sermos pais emprestados para essas crianças até o momento de serem devolvidas aos seus lares biológicos ou serem adotadas. Entendemos que a nossa casa é um lugar muito especial. Nesse caso, emprestamos o nosso tudo para eles, mas além de emprestar, damos a eles o nosso amor, nosso carinho, nosso cuidado e inclusive a nosso ambiente de "FAMÍLIA ACOLHERA" .
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